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08 julho 2013

Semelhança aos bons dias


Pelúcias que mal cabiam na cama
E por ali alguma lama 
que chegou no sapato
daquela infância aproveitada por demais.

Nenhuma história resolvida 
pois não estava aqui para ser ouvida 
e por um ano 
ficou sentada vendo a hora passar 

Algum verso que nao existiu
Fez falta agora 
Mas a criança ainda chora 
por não poder fazer o que quer 

Perfeitamente reproduzido
Não fazia questão, mas chapado 
se colocava na minha cabeça 
Como um cartoon colorido e rasgado

Mas a segunda feira, 
Essa continuava sendo o dia 
Dia de brincar pela manha 
Porque ele não aparecia 
E nenhum dia depois

A casa térrea cheia de flores 
sempre regada pela chuva nos meses de verão 
Parecia o abrigo perfeito 
No colo daquele mais velho, o melhor irmão 

Meu cachorro sempre foi melhor 
A fome que batia lá pelas onze 
O joelho ralado no quintal 
Tudo isso sempre foi melhor

Neblina na serra 
E a inabalável decisão 
De esquecer toda a semelhança
Entre o homem, minha infância e o coração


11 junho 2013

Cordas



Aqui vos fala com certo deboche
tal criança que não foi bem ensinada
nem aprendeu com tapas na cara
muito menos com olhares brutos.
Ainda teima em continuar
como se o amanha não existisse
e as cordas não arrebentassem
muito menos como se o resto
deixasse para lá.
Tranças firmes no cabelo
com enfeites que não chamam a atenção
bichos e bonecas libertados
Mas, ah... querido,
a criança é possessiva
não deixa as bonecas para brincar.


11/06/13